Quais são os riscos de um transplante de coração?

Em 2015, no Brasil, 353 pessoas passaram por um transplante de coração. Esse procedimento é necessário em casos de doenças cardíacas terminais. Mas como é uma operação complicada e de alto risco, é importante se informar sobre as complicações que podem surgir e como é possível evitá-las ao máximo.

Falha do coração doado

Em alguns casos, o coração pode falhar pelas mesmas razões que fizeram o coração original falhar, situação também chamada de disfunção primária do enxerto. Normalmente acontece nos primeiros 30 dias pós cirurgia.

O coração novo também pode não aguentar se o corpo rejeitá-lo. Isso quer dizer que o sistema imunológico vê o coração como um corpo estranho e tenta atacá-lo. Dentro do primeiro ano de transplante, é comum ter até 3 episódios de rejeição, que são controláveis com medicação.

Mas a rejeição pode ocasionar a falha do coração doado e é uma das principais causas de morte de transplantados. Ainda pode existir a opção de realizar um outro transplante, ou retransplante nesse caso.

Outro problema que pode acontecer com o novo coração é a doença vascular do enxerto cardíaco. Essa é uma doença crônica que faz as paredes das artérias engrossarem e se tornarem rígidas. Isso pode causar parada cardíaca e arritmias. Para detectar essa doença, seu médico deve pedir exames anuais.

Complicações causadas por medicação

Tomar remédios diários que impedem o sistema imunológico de atacar o coração é essencial para a sua recuperação. Mas esse tipo de medicação tem alguns efeitos colaterais. A ciclosporina, por exemplo, pode afetar seus rins e causa falha em cerca de 25% dos pacientes transplantados no primeiro ano. Mas cada caso é um caso e o seu médico fará todos os exames disponíveis para garantir o sucesso do procedimento.

Infecções

Quando o sistema imunológico é suprimido, o corpo fica mais frágil e tem dificuldade de se proteger de infecções. Fique sempre atento aos sinais que o seu corpo manda e se perceber algo errado, ligue para o seu médico ou vá até o hospital.

Com o sistema imunológico reprimido, seu corpo também fica mais suscetível ao câncer. Os tipos mais comuns entre pacientes de transplante de coração são os tumores na pele e nos lábios.

Quem passou por um transplante de coração deve seguir as orientações médicas à risca. Por toda a vida, você deverá dar muita atenção a sua saúde. Isso inclui seguir o cronograma de medicação, realizar check-ups periódicos e fazer mudanças no estilo de vida, como parar de fumar. A taxa de sobrevida dessa operação é de 90% nos primeiros 30 dias. Por isso, agora é sua chance de viver uma vida tranquila e com saúde.