Prótese Valvular: Biológica x Mecânica

A Doença Valvar Cardíaca já rendeu dois posts aqui no blog. Um explicando melhor o que são as valvas e válvulas cardíacas e outro falando dos tipos de tratamento . Nesse segundo texto, falamos sobre a Troca Valvar, que consiste na troca da válvula doente por uma prótese biológica ou mecânica. Agora, vamos entender melhor as vantagens e desvantagens de cada uma.

1. As Próteses Valvulares Biológicas

Relembrando o que comentamos no outro post, esse tipo de prótese pode ser feita de pericárdio bovino, valva de porco ou homoenxerto (valva vinda de um doador humano póstumo).

Vantagens

- A maior parte das pessoas não precisa administrar anticoagulantes;

- É silenciosa, diferente da mecânica;

- Não precisa de exame de rotina;

- A troca da prótese pode ser feita por procedimento minimamente invasivo;

- Não precisa de exames de sangue todos os meses.

Desvantagens

- A vida útil da prótese é de 10 a 15 anos, ou seja, uma reoperação será necessária;

A quem é mais indicada?

- Pacientes mais idosos;

- Pessoas com restrições ou contra-indicações a anticoagulantes.

A quem NÃO é indicada?

- Crianças e jovens adultos, devido à futura reoperação;

- Pacientes que já são anti-coagulados;

- Pacientes com área valvar muito pequena.

2. As Próteses Valvulares Mecânicas

Esse tipo de prótese é feita de carbono pirolítico que dura até 250 anos (média estipulada em laboratório) e não sofre rejeição imunológica, por isso é bastante segura.

Vantagens

- A pessoa não precisará de uma reoperação.

Desvantagens

- A pessoa precisa tomar anticoagulantes diariamente por via oral;

- Exames mensais devem ser feitos para controlar a coagulação;

- O clique metálico (quando a válvula fecha e abre) pode ser audível para algumas pessoas quando estão em lugares muito silenciosos.

A quem é mais indicada?

- Crianças e jovens adultos;

- Pessoas que não têm restrições ou contra-indicação a anticoagulantes;

- Pacientes que já administram anticoagulantes.

A quem NÃO é indicada?

- Pacientes mais idosos;

- Quem tem restrições a anticoagulantes;

- Mulheres no período fértil da vida (13 aos 45 anos).

Como o médico decide qual é a melhor opção?


O médico avalia cada caso e sugere uma opção ao paciente. É levado em conta a idade, o sexo, o número de cirurgias prévias, histórico de doenças, entre outros fatores que podem afetar o sucesso da cirurgia.