Entendendo a revascularização do miocárdio, a popular ponte de safena

Você pode ficar surpreso ao saber que a veia safena não fica no coração, mas sim nas pernas. Quando precisamos utiliza-la nas artérias do coração obstruídas por placas de gordura, retiramos uma parte dessa veia para criarmos a nova ligação (a ponte). Com ela, conseguimos normalizar a circulação local do sangue e evitar morte e infarto, melhorando a qualidade de vida.

Imagem retirada do nosso Instagram (@drclaudiogelape)

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A cirurgia de "ponte de safena" foi realizada pela primeira vez em 1967 e desde então os métodos evoluíram, se tornaram menos invasivos e mais seguros para os pacientes. Em nosso consultório, temos uma alta taxa de sucesso: acima de 97%. Depois da cirurgia, o paciente fica internado em centro de tratamento intensivo por 2 a 3 dias e em internação hospitalar durante 5 ou 6 dias. Nesse período, ele recebe treinamento fisioterápico com caminhadas e trabalho respiratório e motor.

A doença de artéria coronária

Como dito anteriormente, a ponte de safena é feita no caso de estreitamento ou bloqueio das artérias causado pelo depósito de gordura e colesterol na parte interna dos vasos. Sem o fluxo adequado de sangue, o coração pode ficar insuficientemente irrigado e com falta de nutrientes, acarretando dor torácica (a chamada angina) ou outros sintomas.

Só idosos podem ter a doença?

Não, mesmo jovens podem sofrer com o acúmulo de gordura e colesterol nas artérias. A questão é que, com o passar do tempo, as artérias vão perdendo a elasticidade e maciez e os depósitos de gordura podem lesionar as paredes dos vasos, o que torna esse grupo mais propício a ter a doença.

Outros fatores de risco

Pessoas do sexo masculino com histórico familiar possuem fatores de risco naturais. Fumo, aumento de colesterol e triglicérides, pressão alta (140/90 ou mais), diabetes descontrolada, inatividade física, sobrepeso, estresse excessivo, dieta rica em gorduras e consumo excessivo de álcool são os fatores de risco modificáveis.

Como diagnosticar?

Conseguimos diagnosticar a doença a partir de sua história clínica, de exame físico, testes (eletrocardiograma, teste ergométrico e cateterismo) e identificando os fatores de risco. Por isso, lembre-se sempre de nos contar tudo sobre casos na sua família, seus hábitos alimentares e outras informações úteis que possam nos ajudar.