Cardiopatia congênita: doença silenciosa que precisa de atenção

A cardiopatia congênita trata-se de alterações na estrutura do coração que podem se desenvolver antes mesmo do nascimento alterando o adequado funcionamento do órgão. Os problemas decorrentes da doença podem se manifestar desde a fase inicial da vida ou mesmo depois de anos, quando o coração é submetido a um esforço muito grande, por exemplo. Sua cura depende do tipo e da gravidade do problema. Portanto quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para a saúde do paciente.

As cardiopatias congênitas mais frequentes incluem alterações na válva cardíaca (que impede ou dificulta o fluxo sanguíneo), alterações nas paredes que separam os átrios e ventrículos (que podem provocar a mistura de sangue oxigenado com não oxigenado ou a inversão do fluxo sanguíneo) e outras anormalidades no coração como má formação dos ventrículos direito e esquerdo.

A doença pode ser desenvolvida ainda dentro da barriga da mãe. Por isso o acompanhamento do médico no pré-natal é importante para o diagnóstico. Entre os exames específicos, que podem detectar os tipos da doença precocemente, estão o ecocardiograma fetal, que pode ser feito durante a gestação, e o Teste do Coraçãozinho (ou oximetria de pulso), realizado antes da alta hospitalar, entre 24 e 48 horas após o nascimento. A ausculta cardíaca, feita com estetoscópio para identificar sopros, em geral, também são suficientes para detectar cardiopatias, mesmo sem sintomas.

Fatores de risco e tratamento

Existem fatores que podem contribuir para o surgimento da doença, como a ingestão de alguns medicamentos, álcool, contato com produtos químicos e infecções, como rubéola, ou diabetes durante a gravidez. Apesar de muitas vezes a doença não apresentar nenhum sintoma, a cianose (pele de coloração azulada), falta de ar, pneumonias de repetição, tosse, sudorese, cansaço, tonturas ou desmaios são um alerta para essa e outras doenças do coração.


O tratamento da cardiopatia congênita depende do tipo e da gravidade. Alguns pacientes têm cardiopatias leves, que curam por conta própria com o passar do tempo. Em outros casos, pode ser necessário o tratamento medicamentoso. Nas situações mais graves, o paciente pode precisar de uma operação cardíaca mais simples ou, eventualmente, até o transplante cardíaco. As cardiopatias congênitas atingem 9 crianças por 1.000 nascidas vivas, portanto quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais rápido o tratamento da doença será iniciado e maiores são as chances de cura, além de reduzir os casos tardios da doença.