Arritmia cardíaca: tratamento é simples, mas não pode ser ignorado

Algumas situações podem acelerar ou desacelerar o ritmo do coração. Febre, nervosismo, o consumo de cigarro ou bebida alcoólica podem fazer com que a frequência cardíaca fique mais rápida. Já o sono ou até mesmo técnicas de meditação e respiração podem tornar o batimento mais lento. No entanto, quando ocorre uma alteração brusca, geralmente acompanhada de mal-estar, tontura e até desmaio pode ser sintoma de arritmia cardíaca.

Essa doença está relacionada a outras cardiopatias, como infarto, doença de Chagas, problemas nas válvulas cardíacas e doença da tireoide. Alguns podem nascer com uma alteração elétrica no coração e notar a variação no ritmo cardíaco apenas anos depois. Mas há também pessoas assintomáticas que desenvolvem a doença sem perceber. Por isso é preciso ficar atento! Mais de 300 mil pessoas morrem no Brasil, todos os anos, vítimas de arritmia cardíaca. Muitas nem chegam a descobrir que têm algum problema no coração.

Buscando ajuda médica

Sempre que o coração disparar sem causa aparente é recomendado procurar um médico. O diagnóstico da doença começa na conversa com o médico sobre os sintomas e um exame físico no paciente. Após esses procedimentos, ele pode solicitar alguns exames, como o eletrocardiograma ou até mesmo o Holter, aparelho que registra os batimentos cardíacos durante todo o dia, permitindo que o médico veja quando e porque o coração disparou.

Em 30% dos casos, a arritmia cardíaca é benigna e não precisa ser tratada. Porém, se precisar de correção, uma das alternativas é a ablação com radiofrequência. O método da ablação é minimamente invasivo e tem o objetivo de eliminar os focos de arritmia cardíaca por meio de ondas de radiofrequência. Em 90% dos casos esse procedimento resolve o problema.

Outra alternativa é o Cardiodesfibrilador implantável, um dispositivo que lê os batimentos do coração e se necessário aplica choque interno com a finalidade de abortar a arritmia. Há ainda o implante de marca-passo que regulariza a frequência cardíaca do paciente que normalmente se encontra abaixo dos valores normais (60 batimentos por minuto). A possibilidade de utilizarmos medicamentos para controle do rítmo cardíaco em muitas ocasiões oferece segurança e qualidade de vida ao paciente.

De toda forma, não é difícil manter o coração no ritmo certo! Cuidados com a pressão arterial, com a diabetes, com o colesterol e hábitos de vida saudável, como evitar o cigarro e o sedentarismo, acabam protegendo o coração e evitam também a ocorrência de arritmias cardíacas.