Aneurisma: o que é e como tratar?

O aneurisma é a dilatação incomum de uma artéria. Normalmente, elas são revestidas de um tecido muscular forte, mas podem sofrer enfraquecimento e ceder as paredes. Ocorre com mais frequência em pessoas acima de 60 anos: cerca de 6% de incidência, contra 4% na população geral. O mais comum é o aneurisma na aorta, perto da região do abdômen.

Essa dilatação nem sempre vem acompanhada de sintomas aparentes. Os aneurismas são descobertos em sua maioria em exames de imagem que foram pedidos por outros motivos. Se você descobriu um aneurisma, precisa saber que o tratamento é urgente. Você corre alguns riscos, como:

  • Enfraquecimento adicional da parede sanguínea por formação de placas de gordura que obstruem os vasos;

  • Formação de coágulo de sangue que pode se desalojar e ocasionar um AVC;

  • Dores fortes, no caso de aneurismas mais avançados, causadas pela pressão nos outros órgãos;

  • Rompimento do aneurisma - cerca de 90% desses casos são fatais.

A gravidade do seu problema depende de alguns fatores, como o tamanho da dilatação. Disso também dependem as opções de tratamento, que devem ser analisadas pelo seu médico.

Como é possível tratar?

O tratamento pode ser realizado com remédios e mudanças de hábitos (como parar de fumar), no caso de aneurismas pequenos. Isso também depende das suas condições de saúde. Quem avalia as opções é o médico, que vai monitorar o aneurisma de perto em caso de tratamento clínico. Aneurismas pequenos podem ficar intactos durante anos ou décadas.

A cirurgia é necessária quando a dilatação está em estágio avançado. Como é um procedimento de alto risco, só é indicado nos casos em que a chance de ruptura é maior do que os riscos de complicações na cirurgia. Nesses casos é comum a colocação de uma “endoprótese”, que é um tubo de tecido sintético suportado por uma estrutura metálica no local da dilatação. Isso redireciona a passagem do fluxo sanguíneo, excluindo o aneurisma da circulação e evitando a ruptura.

O procedimento de correção é feito de duas formas: por cirurgia aberta (fazendo um corte na região do aneurisma e colocando a prótese) ou por reparo endovascular. A última opção é mais recente, menos invasiva e consiste na colocação da endoprótese na artéria por meio de um catéter pela virilha.

Apesar de serem procedimentos de riscos diferentes, a taxa de sobrevivência no pós-operatório depois de quatro anos é a mesma. Os riscos da cirurgia decrescem se você parar de fumar e se exercitar (de maneira leve, sem aumentar ainda mais a pressão sanguínea). Consulte sempre seu médico e não deixe de fazer seus exames a cada seis meses.